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Domingo, 30 de Novembro de 2014

Mãe de menino

Ser mãe de menino é descobrir o lado feminino nas coisas que são dele... É descobrir que afinal até é engraçada aquela coisa que não se achava graça nenhuma...É achar que um domingo a ver futebol fechada num pavilhão das 14:00 até às 17:00 foi uma tarde engraçada!!

 

Ora eu que nunca vi a mínima piada no futebol, descobri que até é bem emocionante, vibrante, apaixonante e entusiasmante... Ou então continua a não ser nada disso, e ele é que lhe traz esse encanto... Vibrei, corri os olhos atrás de ti a cada lance, chutei eu a cada passe teu, baixinho gritei por ti a cada boa jogada...  E como te aplaudia no meio de tantos aplausos, porque sim, hoje estivestes imparável... 

Como me enchia de orgulho ouvir tantos aplausos dos teus cortes, das tuas defesas, dos comentários "aquele é pequenino mas não deixar passar nada!", ouvir o treinador dizer "hoje não deixa dúvidas de qual o lugar dele no campo!!" orgulhosa a mãe que o aplaude e sorri, orgulhosa a mãe que o aplaude de nó na garganta e olhos embargados, a mesma mãe que sofre quando ele lá dentro é empurrado em falta, porque do outro lado alguém se fartou de não conseguir passar a bola, orgulhosa a mãe que também sofre quando o vê a levar uma bolada em cheio no peito e de longe impotente nota que ele está com dificuldades em respirar, orgulhosa a mãe que também sofre quando lhe vê essa ferida na pele sem nada poder fazer, orgulhosa e ferida a mãe que vê o filho levantar-se e continuar a jogar... Orgulhosa da tua garra, orgulhosa de ti meu 14...

 

Enche-me a alma perguntarem desde quando jogas futebol, enche-me a alma responder que apenas na escola e que este é o teu primeiro ano à séria... Enche-me a alma chamarem-lhe dom por isso...

 

Hoje meu amor, fiquei tão feliz por ti, feliz pelo meu filho suado e feliz, pelo meu filho cansado, dedicado, entregue...

Adoro a entrega total das pessoas às coisas... e tu hoje meu amor foste prova da entrega total... 

Continua essa tua dedicação e entrega... Cá estarei para me entregar a ti totalmente para te acompanhar...

 

FORÇA PIRI... FORÇA "FÁBIO 14"

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Pela mamã Katya às 19:17
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Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

Eternamente meu...

Meu pequeno Príncipe... Meu amor maior e mais alto, meu melhor amigo, companheiro de conversas e "noitadas" nas manhãs de domingo... Meu doce menino de cheiro brando e pele suave, já não me permites na rebeldia dos teus 6 anos que te sente no meu regaço e te mime, te beije te segure horas a fio a deleitar-me no teu perfume, assim só quando dormes, sem tu mesmo saberes, sem ninguém saber porque todos dormem, eu guio-me para o teu quarto e deito-me uns minutos ao teu lado, ajeito com cuidado a madeixa de cabelo fina que dorme sobre a tua testa e beijo-a, com o meu indicador percorro o teu narizinho doce e encosto meus lábios nos teus, roubo-te o beijo que é meu, dou-te o beijo que é teu... Sinto o teu doce calor, mexes-te na cama e eu paro, não quero que acordes, não quero que descubras o meu segredo... Como te amo meu amor! Na dormência de um momento nosso e eterno registo esta doce imagem nossa... Que assim seja sempre... Eu tua e tu meu... Em segredo! Porque na ausência de todos tu ainda me roubas beijos na boca como quando eras bebé! E este doce amor é forte, é nosso... Eternamente nosso meu amor bom!

Pela mamã Katya às 14:19
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Quarta-feira, 1 de Maio de 2013

O dia antes do nascimento dele

Será sempre feriado, será sempre lembrado, será sempre o primeiro dia de Maio!

Mas não só, será sempre o dia mais difícil pelo qual passei...

Estava um dia ameno e muito semelhante ao de hoje, algum calor, tolerável, o sol brilhava lá fora e eu presa, de bata azul, com dores, cansada, exausta da dor, louca para o ver nascer sem nunca mais acontecer... Tinha picos horríveis de dor naquele quarto de três, pequeno, pouco intimista, ondes histórias diferentes se cruzavam mas nunca se encontravam, lembro-me de deambular inchada e pesada, de cabelo desalinhado e cara feita num oito ao lado do meu pai e depois do meu marido, lembro-me da mão macia da minha mãe que me alisava as mechas de cabelo, que me segurava na hora da dor vir... Pior de tudo e o que mais me marca foi a plateia que não sei quem permitiu, a família que decide aproveitar o dia quente para o passar naquele quarto de hospital a assistir ao inicio do que se podia chamar um possível trabalho de parto, olham impotentes de braços cruzados aos pés da cama a minha dor, não tomam a decisão de sair, não tomam a decisão de ir embora, e eu ali acabada e frágil, observada, admirada, sei lá!

Só quando termina finalmente o horário da visita me vejo outra vez só, entregue à minha dor, concentrada nela sem plateia, sem braços cruzados impotentes a admirar aquele grandioso momento...

Hoje, volvidos 6 anos, ele está enorme, meu fiel companheiro, meu fiel filho, o filho que me fora arrancado do ventre passavam 15 minutos do maravilhoso dia 2 de Maio de 2007... Eu renasci ao som do seu primeiro choro, descobri a beleza diante do seu olhar, descobri o que é amar para além dos limites quando me deram a provar o sabor do seu cheiro...

 

AMO-TE PIRI... AMO-TE MEU AMOR...

Pela mamã Katya às 21:55
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Quinta-feira, 21 de Março de 2013

O teu Batizado e Primeiro Aniversário

Celebrar... celebrar a tua magia, a tua beleza, celebrar acima de tudo o que és para mim...

Quem lá esteve a assistir a tudo jamais precisará de palavras para entender o que digo, aquele dia foi uma dádiva para ela, ela a minha bela filha!

Um ano depois de o mundo conhecer um ser maravilhoso ao qual eu tenho a privilégio de chamar "filha" quis eu mostrar ao mundo o que apenas eu vi quando a vi nascer...

Naquela manhã fria e chuvosa, fazia um ano que viera mais cedo uma primavera de sua graça Beatriz, pedi sol para aquele dia, ele envergonhado do brilho que faria naquele dia mesmo sem ele escondeu-se, preparei a primor todos os detalhes para te vestir de Princesa, o vestido rosa e esvoaçante, a meia rendada e os sapatinhos de verniz branco que contrastam com a fita feita coroa cor de rosa com a qual enfeitei os teus cabelos dourados, a concha que te irá levar a água que te batizará está também colocada ao lado do vestido em conjunto com a vela que acenderá a chama que te guiará vida fora pelo caminho que desejo como certo, perfeito e feliz!

Dei-te o banho, e coloquei-te o creme que tem o cheiro que é teu e doce, devagar como quem aproveita ao máximo o momento que não se irá repetir, vesti-te de princesa com o teu vestido, sorris feliz, sabes-me feliz também, rimos as duas, pouso-te na cama, olho-te envolta de rendas, flores e laços e é-me impossível não embargar diante de tanto brilho, o teu filha! Ergo-te fundida no meu regaço quente e teu e levo-te envolta de amor ao lugar sagrado no qual te quero abençoar, proteger e muito agradecer! Entro contigo naquele lugar que tomo como sagrado contigo ainda no meu regaço, e baixinho agradeço a dádiva de hoje te ter perfeita e minha... és abençoada sob o seu manto e eu só agradeço por isso, choras da água fria na tua cabecinha e ris da vela acesa, és tão inocente e bela filha!

Saímos da Igreja e te espera uma imensidão de bolinhas de sabão que preparei só para ti, olhas todas elas, apanhas umas quantas e sorris tanto... Obrigado filha!

Quero-te cantar os parabéns e junto todos com dois balões nas mãos... quero naquele momento que renasças e quero que tu e todos vejam a cor que eu vi no céu quando te vi nascer... No final batem forte palmas para ti, acolho-me no teu peito doce e deixo verter uma lágrima de alegria pela partilha, pela beleza do momento, por ti que te tenho!

 

Naquele dia que foi teu, tentei espalhar a magia, quis acima de tudo que mais tarde, por fotos espalhadas, memórias antigas ou filmagens gastas consigas saber e ver o quanto te adoro, o quanto me és especial, o quanto lutei para ali chegar, quem lá esteve soube e viu, as tuas memórias daquele dia minha filha, facilmente deixarão de existir, não terás memória dele eu sei, mas a cada aniversário teu será acima de tudo a celebração do teu dia, de um sonho realizado e de um milagre pelo qual muito pedi...

Pela mamã Katya às 15:36
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Sábado, 6 de Outubro de 2012

Promessa cumprida

Lá no cimo, lá no alto o momento mais marcante e simbólico... Um abraço, um suspiro, uma palavra trocada na troca de um olhar, "chegamos", e voltei a ver a minha filha nascer com o coração cheio, cumpri o que prometi...

 

Sair naquela manhã amena de Outono da porta de casa, avistar lá longe o lugar onde chegarei, tem o tamanho de uma noz, suspiro forte e dou o primeiro passo, percorro quilometro a quilometro com uma força e uma fé imensa, sei que lá vou chegar, apenas não sei como...

 

Duas horas de caminho depois uma escadaria imensa percorrida sinto-me a bater no meu limite físico, sinto o coração a bater como nunca, sinto-me no limite, a visão começa a ficar turva e apenas me centro escada após escada, aqui começa a dor física e a comoção emocional... Sento-me antes de me deixar cair... Sento-me e os olhos turvos de lágrimas entre as mãos, com uma respiração descontrolada e perdida, sento-me e penso comigo que cheguei ao meu limite físico, chegar lá depende da força da fé que trago no coração...

 

Ergo-me de novo e caminho, esqueço as dores, o cansaço, esqueço tudo, levanto a cabeça e sigo o caminho, num passo mais lento, aquele que me permite chegar lá... E é quando olho alto e vejo lá no alto a imagem daquele lugar especial que enquanto grávida me trazia a paz que precisava, que me ficava com os medos e me depositava esperança no coração, àquele lugar que prometi ir a pé, estava ali, cheguei lá, faltava a escadaria final, e foi muito complicado não as subir com um comoção enorme, lágrima corriam o rosto e baixinho apenas repetia "obrigado"...

 

 

Obrigado, um grande obrigado ao pai da minha filha que me segurou nos momentos que me julguei a cair, obrigado por estar ao meu lado nesta promessa cumprida.

 

Entrei depois com a minha filha ao colo, perfeita e bela, maravilhosa e adormecida, sentei-me no mesmo lugar que outrora me sentava com ela no ventre e rezei...

 

Prometidas as minhas últimas forças enquanto grávida, deixei-as lá depois da minha filha nascer...

 

OBRIGADO...

Pela mamã Katya às 17:00
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Domingo, 16 de Setembro de 2012

6 meses depois

6 meses depois o amor é maior que aquilo que era previsto, é mais doce do que se pode imaginar, mais eterno que a eternidade do "para sempre" cada dia, cada minuto, aumenta e aumenta, cresce sem parar, não tem noção que o coração é um músculo apenas, não tem elasticidade eterna, assim deixa de caber lá dentro e invade todo o corpo, propaga-se e como é bom e doce esta sensação de torpor por todo o corpo, estremecer com este amor, grande, enorme, sublime doce e meu, terno e teu minha querida e doce filha...

 

 

Vão passar anos, vão passar dezenas de pessoas por aquele quarto que te viu nascer, mas nunca nada nem ninguém saberá a doce e calma ternura que me traz aquele lugar... Nunca ninguém saberá, nem eu sei passar para fora a ternura calma que senti quanto os meus olhos viram um milagre nascer!

 

A ti minha querida filha desejo apenas que sintas sempre pela vida fora todos os dias a alegria que senti quando te vi nascer...

 

Parabéns minha filha pelo teu meio ano!

 

AMO-TE BEATRIZ...

 

Pela mamã Katya às 17:18
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Domingo, 2 de Setembro de 2012

Primeiro dia berçario da Beatriz

Ainda não me sinto plena e preparada para abrir mão do meu milagre, ainda não me sinto segura para confiar um milagre a mãos alheias... Ainda me sinto perdida sem ela...

 

Sonhei-a tanto, desejo forte, sonho real, beleza pura, minha filha meu anjo, minha estrela... Poderei dizer a quem com ela vai ficar??? Poderei eu sentar-me lá com uma imensa calma e tempo e explicar que esta filha é cristal, é frágil como uma pequena bola de sabão esvoaçante???  Poderei eu contar o que passei para a ter nos braços??? Só assim se saberá lá e em qualquer lugar que ter a minha filha nos braços tem de ser com as duas mãos sempre nela... ela é frágil como um sonho...

 

Rogo-Te que olhes por ela mais uma vez, Rogo-Te que a protejas enquanto eu não estou!

 

Preparo tudo com um carinho cor de rosa, preparo tudo para que não lhe falte nada, e depois escrevo num qualquer papel solto...

 

"Olá, eu sou a Beatriz... Nasci de um sonho que nem sempre foi pintado de rosa, fui fragilizada enquanto por mim esperavam e quase me perdi... Felizmente e com muita fé aqui estou eu, sou muito doce, muito calma... Sou muito amada e mimada, mas não julguem que por isso sou birrenta, pelo contrário sou muito tolerante, por vezes adormeço sozinha, basta saber que alguém está a olhar o meu soninho... Gosto muito de ter rotinas, gosto que me cantem baixinho, adoro a minha fraldinha na cara para adormecer, e não me tirem depois de eu já estar a dormir, gosto dela comigo! Estou muito gorduchinha mas isso não quer dizer que abra bem a boca... Gostar mesmo, gosto é da maminha, gosto da sopa, não gosto quase nada de fruta, mas se me derem uma horinha depois da sopa, com um bocadinho de paciência acabo por fazer umas caretas mas comer... da papa, as primeiras colheres vai tudo, mas não se iludam... prefiro mesmo a maminha! Adoro estar sentadinha a ver brinquedos com música e luzes, quando me metem deitada de costas, já me viro e já começo a mostrar vontade de gatinhar... Quanto aos colinhos, gosto, claro, quem não gosta... mas por vezes quando me sinto mais tensa estranho os colos e como é de prever só me sinto bem no colo da mãe... Em suma, sou doce e de sorriso fácil, a comidinha como mais ou menos bem, não sou de birras, gosto de meninos pequeninos, de os ver brincar, se chorar, basta falarem baixinho comigo, aconchegar-me, um miminho e fico bem!"

 

Amanhã primeiro dia de berçário da Beatriz...

Pela mamã Katya às 22:19
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012

8 do 8 a partir daqui nunca mais nada foi como era antes

Este podia ter sido como outro qualquer... se podia, até devia... Mas não foi!

 

Segunda-feira, dia de trabalho, dia quente de calor, a blusa presa apenas no pescoço deixa os braços descobertos, esconde a pouca barriguinha que eu já sentia fervilhar, tinha lá um filho, poucos sabiam desse filho, só os mais chegados, mais nada, ainda era tão cedo, queria-a minha por mais alguns tempos, os tempos que a barriguinha não crescia mais e não denunciava um filho crescer dentro de nós...

 

Uma pequena comichão aqui e ali, normal julguei, trabalhei o dia todo num escritório sem ar condicionado, estava transpirada, sedenta de um banho fresco naquela segunda-feira que poderia ser como outra qualquer... Ainda no carro a caminho de casa, o sol batia no braço, novamente a comichão, vou lá com as unhas, um pequeno alto, eu olho, uma borbulha, eu coço, rebenta e deixa escapar uma aguadilha estranha... Até acertar no que era foi segundos... lembrei-me da festa de anos que fui à uma semana e pouco atrás, do menino com varicela, não pode ser... será??? NÃO POR FAVOR... Chego a casa assustada, nervosa, ansiosa, olho o meu corpo tapado pela roupa, eram muitas... tantas... Ligo desesperada á minha mãe, "tive varicela mãe??" do outro lado só consigo ouvir a pior noticia que a minha mãe me poderia dar, da boca dela ouço "não filha!"

 

Temi pelo meu sonho, chorei, rezei... em alguns dos segundos desisti de mim, dela, de nós todos como família... Iria eu sentir a dor de perder um filho que não conheci sequer???

 

Naquela confusão mental e emocional, ligo ao meu médico "é tudo ou nada! corre tudo bem e sem mazelas, ou corre tudo mal e perdes o bebe!"

Vou ao hospital confirmar... e nem vale a pena, as horas passam e eu cada vez fico mais marcada, no dia seguinte pareço um bicho e eu só consigo negar o meu corpo incapaz de a proteger...

 

Nos dias que se sucedem, a dor no coração, a confusão na cabeça e o desconforto no corpo só me deixam gritar, chorar, negar-me... é horrível o desconforto que se sente ainda para mais quando o coração não nos pode ajudar!

 

A partir daqui vivo a minha gravidez escondida, com medo do futuro, ansiosa e noutros dias crente e cheia de fé, e é no deambular destas emoções que sei que espero uma menina, decido encostada na parede que ladeia a porta onde fiz a eco e com as lágrimas nos olhos, que vou lutar por este sonho, é ali que a esperança renasce, é ali que prometo as minhas forças na fé, faço promessas que irei cumprir, é ali que renasço e começo a viver devagar, muito devagar começo a acreditar no tudo, tudo bem, e deixo para o lado o nada...

 

Hoje tenho a minha filha bela, saudável, amada e protegida nos meus braços, sou tão feliz com ela, mas este dia aviva-me o medo... Fecho-lhe a porta devagar, com educação, peço-lhe desculpa, digo-lhe que não me pode roubar o sonho, ele parte, e eu fico com ela, ela a minha filha, filha de um milagre... AMO-TE PEQUENA BEATRIZ!

Pela mamã Katya às 11:40
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2012

Aqui já se dorme fora de casa!!!!!

E que estranho é não acordar com o meu Piriquito a "piriquitar-me" logo pela manhã...

 

Mas calma que não foi à primeira!!!

 

No primeiro dia depois de um passeio com os tios quis ir com eles e dormir lá em casa, estava assim de modo descansada, já lá tinha ficado quando estive na maternidade com a Beatriz, mas eu estar em casa e ele não, é diferente... Mas lá cedi, após uma chantagem emocional, óbvio, "vais ter medo dos foguetes, e vais acordar de noite e está escuro, e para além disso que eu fico triste, muito triste!!" não serviu de nada e lá ficou... Mas só me deu tempo de chegar a casa, nem a Beatriz consegui tirar do ovo e já estavam a ligar ao Pai que ele estava a chorar.... 1-0 ganho euuuuu :))))) hahahahah

 

Lá o vieram trazer e diz-me ele assim depois de eu lhe perguntar porque chorou, "Tinha muitas saudades tuas, não aguentava mais!!"

E de um reguila no alto dos seus 5 anos é tão doce e bom de se ouvir... Pouco depois abraça-me e diz-me "Se um dia me faltas, não sei como será!!" e aqui eu derreti por dentro... Onde foi ele buscar isto???

 

No segundo dia lá ficou na casa dos tios a dormir, e eu lá fiquei a olhar o telemóvel a ver se ele ligava... e nada... ao terceiro dia já lá queria ficar outra vez... Raios bem dizem que só custa a primeira vez...

 

E já está, já ganhou asas, pequenas asas, pequenos voos e eu fico no ninho a observar o meu filho pequenino a sair do seu ninho a aprender a voar...

Pela mamã Katya às 23:06
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2012

Filhos

Esse pedaço meu, esse bocado de carne da minha carne, a minha continuidade, a única coisa no mundo realmente minha para toda a vida, a razão de lutas e batalhas, sorrisos e alegrias...

Por eles??? Tudo, e tudo é tudo, tudo mesmo... Para lhes salvar a pele, queimo a minha, apenas quero os meus olhos e a ponta dos dedos para os ver e sentir...

 

Meus filhos??? Tudo... E hoje tenho-os meus no regaço, tenho os braços dormentes, mas daqui não saem... Enquanto os meus olhos tiverem força de ver e os braços força de lutar eu não os largo...

 

A vós meus filhos Fábio e Beatriz, a minha força de vos amar e proteger vai para alem daquilo que vocês conseguem conceber... Por vocês??? TUDO!

Pela mamã Katya às 12:17
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Terça-feira, 19 de Junho de 2012

Detalhes do nascer de um novo mundo - 16 de Março 2012

Porque sei que a memória vai falhar, porque tenho a certeza que os detalhes ficarão para lá do tempo, porque sei ainda que ela me vai preencher os dias de forma intensa, maravilhosa, plena e os detalhes do passado serão apenas e só detalhes, detalhes esses e porque tudo foi magistrosamente maravilhoso eu não quero esquecer.

 

(post longo, muito, para meu registo, para eu ler e reler quando lá quiser voltar, ao sitio onde ela nasceu e a minha fé renasceu)

 

9 de Março de 2012, estava a exactamente uma semana de a ter nos braços, ansiosa, ansiosa porque era uma menina, a minha menina queria ter a certeza, queria confirmar com os meus olhos o que as ecos mostravam mas eu só acreditei quando a tomei nos braços e a pousei naquela cama do hospital e lhe mudei a primeira fralda e na presença do Pai dela e dos meus pais e do meu pequeno Fábio disse "é uma menina!", ansiosa por sabê-la perfeita, imune à varicela, essa intrusa, que só o nome me arrepia, o nome me deixa vacilante, trémula, incapaz... Ansiosa por querer viver aquele momento como a última vez que iria ver um filho sair de mim, não quero mais, esta gravidez foi demasiado difícil de passar, as duvidas, os medos, os pesadelos, foi muito pesado, penoso e não desejo viver de novo esse medo como um veneno que nos paralisa e não nos deixa avançar, sonhar, planear... Ter um filho no ventre e não o poder sonhar com medo de não o alcançar mata todos os dias um pouco, até ela nascer tinha meia dúzia de roupas, poucas coisas para um quarto que não lhe montei... E meu Deus como lhe devo ter sido cruel por isso, apenas como defesa minha, como seria depois aquele quarto sem ela?? Não quero imaginar, hoje o quarto existe, chamo-lhe castelo ela é a princesa, é rosa e verde, cheira a sonhos e ela fica lá tão bem!!! #muito obrigado#

 

12 de Março de 2012, chega a semana que a irei ver... Tive formação segunda, terça, quinta, cada dia uma despedida de colegas e amigos, estava exausta, eram as aulas, os preparativos para a chegada dela, o trabalho, a barriga grande, pesada, redonda e cada final de dia, já com todos na cama eu ia dar o meu banho (o meu momento de reflexão) deixava a água cair no corpo, percorrer a minha grande barriga, pensava nela, sempre nela, como seria, estaria bem, contava os dias um a um, foi uma semana longa e cansativa...

 

15 de Março de 2012, a véspera chega, último dia de trabalho gorda e redonda, caminho com os pés a arrastar, dolorida, pesada e cansada da minha escolha e logo ainda há formação, a última de todas, não há mais formações... Planeei sair mais cedo, mas deixar tudo pronto e alinhavado não me permitiu sair mais cedo que 30 minutos, nada mau... 17:30 estou a sair, só vou a casa, 18:45 já estou a sair para a formação, os meus pais chegam entretanto, estamos todos unidos para a receber... Saio mais cedo da formação e vou jantar tal como recomendação, depois das 22h não posso comer mais nada, e é aqui que a coisa começa a cortar a respiração... Tenho memória de ter deixado sopa feita, muita para o meu marido e para o Fábio e os meus pais, o meu marido só iria ficar comigo (e a ver) a primeira noite, por causa do Fábio, e essa sopa estava a arrefecer em cima da mesa da cozinha antes de ir para o frigorifico, e o Fábio antes de ir dormir, foi beber leite mais o meu Pai, o Fábio pegou no recipiente com a sopa, com a tampa de lado para arrefecer e cai tudo no chão... lembro-me de estar gorda e sem jeito a apanhar a sopa que ele deitou no chão,  nas paredes, no pijama, nos chinelos...

Já passava da meia noite e lá fui eu para o meu banho, sonhar com ela, com o momento... Quando fui para a cama a ansiedade não deixava dormir, fechei os olhos e começei a imaginar como seria o momento... embalada acabei por cair no sono...

 

16 de Março de 2012, é cedo, muito cedo, são 7:00, tinha de lá estar às 8horas, já tinha tudo preparado de véspera, vesti a roupa que deixei propositadamente para esse dia, uma túnica azul com flores pequeninas, leggins azuis e casaco de malha fina também azul, das roupas todas gastas era a que melhor se adaptava ao dia de entrada e saída, não levei outra roupa para a saída, aquela chegava!

São agora 7:45 e deixo mais a minha mãe o Fábio na escola, beijo-o com força e de lágrimas nos olhos, apresento a minha mãe na escola, é ela que o irá buscar depois dela nascer, saiu de lá com a voz dele a reclamar que quer ir comigo, que quer ver a mana nascer, que se portará bem, não mexe em nada nem faz barulho... Na minha cabeça trago o desejo de lhe dar uma irmã perfeita, bela, uma irmã que não o prive da metade minha que é dele... trago o sonho de lhe dar a ele, ao Pai, uma bela menina, a menina dos olhos dele, a menina que o tornará doce como mel, a menina que lhe acalme a voz e embargue os olhos, a menina que o faça gostar de laços e de cor-de-rosa, a menina que lhe coloque no rosto o riso tonto de Pai de menina, o sorriso que tem o meu Pai, que com a neta recorda a filha outrora criança que corria atrás dele de bicicleta aos domingos de manhã, quando ele tentava sair de fininho, acho que ele nunca soube o quanto eu adorava estar com ele ao domingo de manhã, a menina boneca que trarás minha mãe como memória minha a tua boneca, a tua última boneca, tal como a minha filha é para mim, uma linda e bela boneca mãe que enfeitamos com todos os detalhes mimosos e maravilhosos que só as meninas nos dão... #muito obrigado#

São 8:15 estou a chegar ao hospital, lembro-me de ficar furiosa com o Dani por ainda ter a distinta lata, aquelas horas de parar para comprar o jornal... Eu estava ansiosa, tanto, nem sei se mostrei em algum segundo! Dirijo-me à recepção da entrada principal com o papel do internamento, e naquele momento era tudo tão ridiculamente semelhante a um check-in de hotel, só poderia subir eu e o acompanhante para o internamento, mas os meus pais vinham comigo, e eu queria-os ali, tinha tanto medo, como tinha medo!! O Dani convenceu o segurança de que eles ficariam na sala de espera do internamento, e como ele nisto é bom, orienta-se, sabe onde é, avança, convence em segundos um segurança, e lá vamos nós, eles ficam na dita sala de espera, mas bem mais perto de mim, ligados por um telemóvel até eu poder...

Não sei precisar as horas, estou no quarto onde ficarei depois dela nascer, e mais uma vez o ridículo de que aquilo parece um hotel é inevitável, ar condicionado no preciso lugar dos quartos de hotel, casa de banho privativa também na mesma disposição, tenho direito a toalha e tudo, janela com paisagens verdejantes, calma e serena, o verde contrasta com o branco do céu, tinham estado dias maravilhosos de sol e calor, e logo naquele dia o sol escondeu-se, como o entendo, ficaria ofuscado, esquecido depois da minha bela menina nascer... voltou dias depois para a conhecer e envergonhado foi ficando... Como ela é bela...

As cores daquele quarto eram frias, mas ao mesmo tempo límpidas e parece estranho mas antes de ela nascer pareciam mais escuras menos luminosas e depois aquele quarto com as notas rosa dela ficaram cores mais vivas e luminosamente brilhantes, mandaram-me aguardar nesse quarto, comecei então a organizar as minhas coisas e as dela, coloquei a minha mala dentro do mini-armário de porta azul, tirei da malinha dela o embrulho de laço de cetim rosa claro com a primeira roupinha dela, um fatinho rosa, pequenino, com um gatinho, terno e doce como a sonho horas antes de a cheirar... Entra a enfermeira que me manda despir e vestir um espécie se saco de batatas azul escuro e uma cuecas tamanho S que quando com a minha barriga visto lá em baixo visto um L, mas nem reclamo, puxo as cuecas, repuxo, rogo que não rasguem, desde que consiga respirar está tudo bem... Sento-me no cadeirão, olho a TV na parede, mudo de canal, e tenho hoje memória de estar a ver as "cartas da maya" e que depois lá mudei para a TVI e nem a propósito estava a dar crianças de várias idades a desfilar roupas maravilhosas e eu em silêncio sonhava a minha filha assim, perfeita, rosa, doce, linda, minha tão minha... São 11horas talvez quando começa o coração a bater mais forte, já estou a soro, que entrou gelado pelas minhas veias, e aqui começa a mistura subtil de momentos, o de hoje e o momento em que nasce o meu filho mais velho, é difícil não recordar e viver o momento outra vez! Chega o maqueiro, olho-o desconfiada, à primeira vista pareceu-me agressivo, arrogante, deitei-me na cama, cobri-me, o momento estava tão perto e eu com um nó enorme na garganta, trémula, amedrontada, incrédula, queria o Dani comigo, queria tanto, precisava tanto de o ter comigo naquela hora... tanto... Lá longe gritam por mim "olhe a geleira!!!!" , era o kit de criopreservação que vêm numas magnificas e sugestivas geleiras azuis de praia... Nunca mais me lembrei dela, mas fiquei tranquila quando me disseram que 99.9% não leva a geleira e a enfermeira quando vê a maca a sair vai conferir a ida, ou melhor, não ida da geleira, e já sabe que tem de correr e gritar atrás... Aqui a minha visão do maqueiro muda bastante, lá entrou na brincadeira, queria uma cerveja, eu entrei também, eram os nervos, e disse-lhe que não se bebe quando se conduz!!! Diz que nós grávidas éramos umas ingratas que nunca nenhuma lhe trouxe uma cervejinha e ainda por cima vêm sempre de geleira agora!

O Dani veio comigo até à porta do bloco operatório, nem um beijo me deu, estava tão ou mais atarantado que eu, eu precisava dele e ele de mim, e quando ouvimos, "agora tem de ficar aqui!" nem tempo nos deu para um beijo, para um "amo-te" para um "volto já meu amor" e eu que lhe queria pedir para olhar pelo Piri... nem sei bem porque... Mas tive tempo, porque lhe pedi enquanto ainda estava no quarto, para segurar o terço que trazia comigo na mão, pedi-lhe que não o larga-se e que pedisse pela nossa filha mais uma vez...

Fico na entrada da sala do bloco, depois sou passada para a maca desconfortável onde faria a cesariana, e lá fico sem posição de barriga para cima, tipo tartaruga, quase sem respirar, reclamo uma almofada a uma enfermeira que me pergunta se é menino ou menina, que me conta como nasceram os filhos, que no fim me diz apenas "tem de se acalmar está bem!", estas enfermeiras têm os olhos calejados de mães nervosas, conseguem senti-las ao longe, pelas palavras, gestos, posições, sei lá bem... Adorei-a, quando entrei no bloco, desejou-me boa sorte e sorriu-me aberta e francamente, fantástica... Não tenho noção das horas até ao minuto que antecede o nascimento da minha filha, curvo-me para levar a epidural, a agulha entorta, o liquido não entra, respiro fundo, estou toda embrulhada em fios, que me controlam, coração, respiração, emoções, tudo ao segundo, e eu olho o meu batimento cardíaco, ele denuncia que comecei a ficar insegura, amedrontada, quero ver a minha filha nascer, fiz um filme para entrar no bloco com os óculos porque lamentei não ver nada a não ser sombras a dois dedos do nariz, quando é mentira queria somente ver a minha filha límpida imediatamente depois de nascer, e agora estava a ficar nervosa quando as ouvia a dizer que não me conseguiam dar a epidural... Foi longo o momento até sentir aquele liquido frio correr coluna abaixo até aos dedos dos pés, um formigueiro suave, um descontrole total da coordenação motora, não dói, mas remói... Fiquei mais tranquila, entretanto os soluços que atacaram a minha filha passaram, cheguei a pedir para irem devagar que ela estava com soluços e elas riram de mim por dizer que não queria que ela nascesse a soluçar, já estava dormente, e por saber o que me iam fazer comecei a ficar um pouco mais nervosa, comecei a querer vomitar, efeito da anestesia, a anestesista, bela senhora, avó de um menino que ela dizia lindo, acalma-me pede-me para me concentrar e respirar fundo que vais passar assim... Começa então a falar da minha tatuagem, diz "Fábio" e reclama que tenho de ir fazer outra a dizer "Beatriz" e vou, ai se vou!! Com toda a conversa sinto a mexerem-me nas entranhas, sinto como se me tivessem a empurrar tudo para os lados, a rasgar, a tirar para fora, e solto alguns suspiros profundos, ansiosos de a ver... São 11:55 e apenas exclamo "por favor falta muito para a minha filha nascer?" e lá em baixo de mim a médica de cabelo escuro apenas diz "está quase!" ao que a anestesista responde e tão bem "está quase para ti, porque 5 minutos para quem espera é uma eternidade!", conversas sobre o tempo e eu apenas olho o relógio digital fixo na parede que pisca a data 16-03 e a hora 11:57 e a médica exclama "eu não disse que estava quase!" ela chora, e a médica acrescenta "que bela menina!"... Eu... Meu Deus como choro, choro, soluço, rasgo a sala com um ai profundo, era o medo a sair de mim, "deixe-ma ver", "a minha filha", "é perfeita Meu Deus!! como é perfeita!" na minha visão turva pelas lágrimas vejo-a bela, de pele límpida, clara, de cabelo escuro, de olhos tão abertos, tão doce, tão minha, trazem-na a mim, cheiro-a, beijo-a, chamo-a, rezo baixinho enquanto a olho, rezo sem fim, agradeço a Deus, tanto que Lhe agradeço, tanto... Não consigo tirar mais os olhos dela, até eu estar preparada para sair e ela também... Só peço uma dúzia de vezes levem-na ao Pai, ele está lá fora, levem-na a ele, por favor! Queria lhe dar o que Deus me deu, o brilho de novo nos olhos, no sorriso, na alma... Ela nasceu... Isso não aconteceu, e eu pensei tantas vezes no encontro deles enquanto estava no recobro, fria e trémula, sem ela... Passei a mão na barriga lisa, já sem ela em mim, suspiro aliviada de a ter tirado do meu corpo velho, feio e gasto quando o julguei incapaz de a proteger... Estava cá fora, está nas minhas mãos e vou protegê-la... Olho o relógio no meio da sala quase 14h, tentei dormir um pouco, não consegui, segui-a os passos de todos os funcionários do recobro, segui-a o trabalho mecânico deles, ao telefone pedem ao maqueiro que venham buscar a senhora da cesariana antes de irem almoçar, porque depois só as 15h e tinham mais pessoas para a sala... Lá vem o mesmo maqueiro, dou-lhe um sorriso, pergunta se agora já pode beber uma cerveja... Leva-me dali, e eu fico radiante por sair dali, quando saiu pela porta que dava para o bloco, onde deixei ficar o Dani, abrem-se as portas e vejo-o a ele, e aos meus pais, chorei, agarrada ás mãos dos três, "viste a menina? ela é linda!" e quando ele me diz "não!" fiquei confusa, afinal não a levaram ao pai, o pai pediu informações e apenas lhe dizem que nasceu, quando pergunta se estamos bem, não sabem, e dizem que não podem saber à quantidade de mães que ali entram... Não comento, o único erro colossal que foi ali cometido, o Pai espera saber da filha desde as 11horas mais ou menos e são quase 15h... Para saber que estávamos bem, teve de ligar para fora do hospital pedir ao "amigo do amigo" para saber de mim, que lá informou que correu tudo bem... de lamentar!!! Sou então levada de novo ao quarto, de mão com eles três, falta-nos ela, falta-me o Fábio... No quarto ainda espero por ela, foram buscar a minha filha e quando finalmente chega, dormente e doce no berço envolta na manta dela, dentro do fato rosa, o meu sorriso que lá estava embrulhado volta a ser meu, dou-lhe o peito pela primeira vez, e estou tão dormente, mas ainda viva para pedir o meu mais velho ali... O pai pega na filha, e tal como sonhei dei-lhe a filha perfeita, a filha linda e doce que o encanta, que o faz babar, que o faz ganhar um sorriso radiante quando a vê!

Ao final da tarde ouço ao fundo a voz reguila do meu filho "tá aqui a mãe?" pergunta ele aos avós que afirmam-lhe e ele entra, corre para mim, e agora eu estou plena, completa, sã e salva, elevada ao mais alto da minha existência, ela olha a maninha dele, linda pequenina e ela adora-a, ama-a logo no segundo que a conheçe, como sonhei ver os dois assim em tons rosa e azul!

A sucessão dos dias é calma, o pai acaba por ficar comigo as três noites e a ele devo a calma do dia-a-dia, a ajuda noite após noite, a ele devo a solidez com que enfrentei o lá estar sem o mais velho... no Hospital sou acompanhada de forma magnifica, por profissionais exemplares, e a toda a equipa que me acompanhou no Hospital de Braga, desde o maqueiro, à recepcionista, segurança, empregadas de limpeza, auxiliares, médicos e enfermeiros só lhes posso agradecer, um enorme e vigoroso bem haja a todos eles!!! Transformaram o mágico em ultra-mágico pelo tratamento, carinho, profissionalismo paciência, especialmente o pediatra que viu a Beatriz que tudo fez para prender e fechar os fantasmas de uma varicela gestacional às 8 semanas, e ao meu OB pelo excelente profissional que a troco de nada me transfere do privado para o público e me marca o quase impossível, a cesariana no público para não sofrer uma indução desnecessária mas quase obrigatória, e por sempre acreditar e transferir para mim a confiança de que ela estava bem...

 

Hoje três meses depois tenho a minha Filha Beatriz nos braços, o meu amor mais frágil, trago-a nas mãos, amo-a com a força colossal de um coração de mãe e agradeço a Deus a luz no meu caminho, o terço está guardado, levá-lo-ei comigo aquando da minha promessa por cumprir!

 

 

Pela mamã Katya às 16:39
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2012

Sonhos realizados

Ainda trago nos olhos o teu olhar quando vieste ao mundo...

Qualquer mãe que tem um filho espera esse olhar, eu não quero de forma alguma ser mais que nenhuma mãe... Mas quando uma mãe vai ter um filho na ansiedade de não saber o que poderá acontecer nesse segundo, quando uma mãe vive 9 meses numa total e imensa escuridão em relação ao futuro, quando o filho está para sair a espera é imensa, cheguei a perguntar segundos antes dela nascer "por favor falta muito?" e quando a vi... não a consegui largar mais... Quando a tive nos braços senti a força de um milagre, a bênção, a honra de a ter nos meus braços...

 

Tenho-a hoje plenamente minha, e ainda está cravado no coração a sensação de a ver nascer perfeita, ainda consigo ouvir o primeiro choro dela, ainda a olho sem acreditar que é minha, ainda lhe sinto o cheiro meu de cá de dentro na pele dela, sinto-o e elevo-me na magia de a ter nos braços...

 

No teu quarto minha filha, ainda cheira a tinta, a mim cheira-me a sonho realizado... Nada nem ninguém calcula o quanto este canto me é especial, é uma pequena casa de bonecas, um castelo encantado, o castelo que eu um dia disse aqui que iria construir para ti meu amor com todas as pedras que encontrei no caminho, e cá está ele, o rosa da minha menina, as borboletas de mil cores, os detalhes todos, o anjo da guarda, o anjo que dorme sereno a olhar por ti... e eu, eu ficaria ali sentada toda a vida a sentir o teu cheiro que me deixa sem ar minha doce filha, ficaria toda a vida contigo minha, pequenina e doce... Já te disse meu amor que cheiras a algodão doce???

 

Os teus doces e perfeitos traços são muito mais do que aquilo que me atreveria a pedir...

 

Para ti Fábio a irmã que sempre sonhei dar-te... Sei bem que a amas, daqui até ao céu como tu mesmo lhe dizes, cultiva meu filho esse amor, guarda-o sempre junto ao peito e ensina-me o que é esse amor...

Pela mamã Katya às 00:42
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Domingo, 27 de Maio de 2012

Novo look

Porque faz sentido mudar porque agora são dois...

E por cá só estava à espera da melhor foto, da melhor feição, do melhor momento dos dois!

 

Assim nasce o meu mundo novo, Num Castelo de Algodão-doce... Puro e doce como eles...

 

Fábio & Beatriz

Pela mamã Katya às 15:13
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Sábado, 26 de Maio de 2012

Minha doce Filha

Feita da matéria mais frágil de todas as matérias, envolta num manto doce, envolta em fitas de seda de cores claras, leves, frescas, belas tal como ela... Cheiras meu amor a caramelo acabado de fazer, acaricio-te com o meu nariz, com a sede do teu cheiro... Envolvo-te numa carícia doce e minha, afago-te a cada suspiro, toco-te e a cada toque meu amor os meus dedos viram pétalas de rosa que percorrem o teu doce rosto, os teus belos traços minha filha que aprendi a amar todos os dias cada vez mais sem permitir que o coração saia do peito, e só eu e Deus sabemos o quanto é difícil amar-te e sossegar o coração desse amor frágil e meu... minha doce menina...

 

Não sei quando meu doce amor vou ter a calma do nosso amor, não sei minha doce filha quando estarei plena de ti...

 

Ontem não consegui largar o teu calor no meu colo, não conseguia tirar os olhos de ti minha doce filha... Ontem da maneira mais tortuosa descobri que te conheço melhor do que me conheço a mim própria... Conheço cada choro, cada reflexo...

Ontem dei com o teu terno braço sem movimento, dei pelo teu choro, choro diferente de todos os outros... Não tinhas reflexos no teu braço esquerdo, o pânico entrou no meu coração e eu própria fiquei gelada e bloqueada, apenas me mexia com movimentos seguros, automáticos... porque de resto estava em profundo bloqueio, levada ao mais fundo de mim, ao maior medo minha filha... Só te posso  dizer que quando voltei contigo a casa, coloquei o teu corpo na minha cama, de joelhos aos teus pés e sobre ti rezei meu amor, já chega minha filha, já chega...

 

Tinha um deslocamento no cotovelo, que a deixou inerte e com dor, dois raios-X depois com o ortopedista a manipular para te levar o osso ao sítio, depois de muitas lágrimas tua e minhas unidas no teu rosto porque sobre ti chorava, voltavas a casa, e já consegues segurar a minha mão... a tua minha filha eu nunca a larguei...

Pela mamã Katya às 17:23
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

Piri

Hoje enquanto o vestia de manhã olho o corpo dele, as feições dele e fico assustada com tremenda diferença de ontem para hoje, da tremenda diferença antes da Bia nascer e depois da Bia nascer... Acho que ele cresceu e não me disse nada, acho que o vou vestir e a roupa não vai servir, ele está enorme, ele ontem era o meu bebé... Coloco-lhe as calças e aperto, serve-lhe... A camisa também, até os sapatos servem, não estão pequenos nada, estão à medida...

 

Meu amor, onde estão as preguinhas no teu pescoço, nas tuas pernocas??? Meu amor tu não eras assim tão comprido que eu sei, eu lembro-me, cabias enrolado no meu regaço... Meu amor, pego-te ao colo ao fim de tanto tempo sem te pegar, que bom, que bem me sabe... Ficas-te do nada meu amor tão pesado, diz-me meu filho que não andei enganada este tempo todo, que eras o meu bebé... Agora és um menino doce e rebelde, grande, pesado e sem preguinhas quentes que beijava vezes sem conta, já não tens aquele cheiro bom a bebé, mas ainda assim tens o teu maravilhoso cheiro de menino encantador...

 

Está confirmado, cresces-te e eu nem dei conta... Chamei-te "bebé" e respondes pertinente como só tu sabes "não sou bebé nada!"...

 

Disse-me isso tantas vezes, e tantas vezes eu não acreditei...

 

E não acredito...

 

Bebé...

Pela mamã Katya às 00:01
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012

Acreditas em Milagres???

é este o novo amor que trago colado no peito, um amor terno, tão doce e puro, tem tanto de grande como de frágil, acaricio cada traço do teu rosto Beatriz e é tão difícil não ficar de olhos embargados com tantos sentimentos que me invadem...

 

este amor cresce todos os dias mais e mais, e a fragilidade também, sinto que pedi tanto a Deus por ti meu amor e Ele deu-me mais do que aquilo que me arriscaria a pedir, e agora só posso pedir que todos os dias te continue a proteger minha filha, restando-me agradecer todos os dias o milagre que me deu, foi no dia em que vieste e contigo trazias o meu sorriso que julguei perdido que passei a acreditar em Milagres, tu minha filha és prova viva que os Milagres existem, o maior Milagre da minha vida tem nome, chama-se BEATRIZ, tem rosto de anjo, cheiro a algodão doce, toque de seda é tudo na minha vida...

 

BEATRIZ... BIA... dormes quente no teu ninho e eu não deixo que nada nem ninguém te tire de lá, protejo-te mais do que nunca, protejo-te finalmente minha filha, porque dentro de mim não o soube fazer e quase perdi um sonho...

 

Hoje contigo nos braços, nova provação minha filha da tua grande força, mas agora estou ao teu lado meu bem e vou ajudar-te meu amor...

Tens uma mastite, o teu primeiro antibiótico antes do teu primeiro mês de vida... O pediatra quis que viesse para casa consciente das consequências de uma infecção num recém-nascido, lá no consultório estava eu sentada com as costas direitas, olhos abertos, fingindo confiante, por dentro morria a cada palavra que o médico soltava, cada uma era uma seta no meu coração... Sexta vamos avaliar a evolução da mastite, está a antibiótico, se sexta não melhorar são ditas as tais palavras em forma de setas, internamento, intravenoso, sepsis, infecção generalizada, perigo, perigo e mais perigo, e eu só quero acreditar no bem, na força, na tua força minha guerreira Beatriz...

 

Contigo já cá fora, abraço-te e digo-te, conto-te a tua força, creio em ti minha filha, juntas vamos vencer... 

 

Tenho assim o coração novamente apertado deste amor que cada dia que passa sei é tão frágil meu amor...

 

Pela mamã Katya às 15:17
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Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Afinal a mana não tem piada...

Ele não disse, mas eu quase que aposto que pensa, e digo isto por dois episódios:

 

Primeiro, quando ela mama : "Fogo Mãe, ela só quer mamar!!"

 

 

Segundo, quando a adormeço: "Já estou farto dessa música!!"

 

 

Fora isto anda sempre de volta da "Maninha linda, pronto, pronto, o maninho mais velho está aqui, minha coisa mais linda!!!"

 

 

Pela mamã Katya às 17:20
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Sábado, 24 de Março de 2012

16 de Março de 2012 - Nasceu a Beatriz

Devolveste-me os sonhos no dia em que chegas-te ao mundo minha filha, meu milagre, meu amor, posso agora espalhar pelo mundo o quanto te amo, posso agora beijar-te, ter-te, cheirar-te... Existes, és minha, não és mentira, nem apenas um sonho que termina quando abro os olhos...

 

Naquela manhã nublosa, manhã que pedi sol, o sol para te ver nascer, mas ele não quis vir e hoje percebo porque, o teu brilho minha filha ofuscaria-o...

Eram 11:57 e oiço no ar o teu choro sereno, calmo, ainda hoje igual ao primeiro, que reconheço no meu de mil... Clamo para te ver, clamo para te conhecer, pergunto sem parar, vezes sem conta se estás bem, se és perfeita, quero-te ver, e quando finalmente te erguem aos meus olhos embaciados de lágrimas suspiro de alivio, gemo, suspiro sem conseguir parar, e apenas profiro palavras confusas , frases soltas e sem nexo...

 

Pensar que quase desisti de ti com medo... Naquele domingo, aquele dia terrível, o mais difícil de toda a minha vida, fiquei sem chão, tecto, esperança, fiquei sem nada, nua, desprovida de tudo, sem forças...

 

Agora 8 dias depois tenho-te perfeita, imune de mazelas, linda e doce deitada no meu peito, contemplo o teu sorriso enquanto dormes, contemplo a tua "mancha de nascença" à qual os médicos chamam "angioma" à qual os antigos chamam "beijo de anjo" e eu prefiro mesmo acreditar que foi um anjo minha filha que antes de chegares aos meus braços te beijou a testa em sinal de protecção, e só peço todos os dias que essa protecção seja eterna meu amor...

 

Nasce assim uma pequena Bonequinha, a Bonequinha Beatriz...

A qual vos apresento, linda e pura, doce como mel...

 

Pela mamã Katya às 18:25
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

Amar-te no silêncio do meu amor

O certo e já sabido é que existem muitas e muitas formas de amar, e a vida ensina-nos isso mesmo, as várias formas e maneiras de amar, mimar, cuidar do nosso amor.

 

Eu aos quase 30 anos chego à conclusão que existe uma nova forma de amar, amar em silêncio, nunca me ouviram a exaltar este amor que tenho em mim, nunca me viram a abraçar as coisinhas dela, a sorrir feita tonta com as coisinhas dela na mão...

 

Esperei tanto por este amor e agora é tão estranho para mim amar e mostrar, talvez com medo de me tirarem esta sensação de amor, no escuro, no fundo, sempre sozinha lá vou eu para o meu canto amar-te sem ninguém me ver... PORQUÊ???

Acabo sempre a fazer tudo para ela sozinha, sem ninguém a admirar o meu sorriso lamechas... PORQUÊ??

Até aqui, do Fábio por esta altura tinha uma imensidão de posts, e dela??? uns míseros, um ou dois posts de dois em dois meses talvez... PORQUÊ???

 

Não a amo nem mais nem menos, amo-a apenas e só com todo o meu coração porque mais não posso e seria mentira, amo-a como amei o Piri na minha barriga, amo o doce deambular dela no meu ventre, sonho, e sonho com ela, mas paro-me logo, limito-me logo, afasto-me logo... Que raio, que coisa que assim só me aflige mais e mais, PORQUÊ????

 

Planos?? Não chegam a sair da maternidade, só sonho com o dia 16 de Março, daí por diante, bloqueio-me... PORQUÊ???

 

Ahhh é verdade, mais uma prova, dia 16 de março está marcada a cesariana da Beatriz, está marcada à mais de uma semana, e ainda não anotei isso aqui... PORQUÊ????

 

Vai ser cesariana, vou estar sozinha, eu e ela... Que o destino me guarde um belo momento para a conhecer, linda e perfeita MINHA FILHA...

 

 

 

 

Pela mamã Katya às 15:10
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Um empurrão para a solução...

Ainda tenho lembrança de estar do lado do Fábio, ou seja, do lado "filho" e socorrer-me sempre com a minha Mãe. As primeiras vezes que tive de resolver os meus "problemas" sozinha pensei tanto na falta que aquele empurrão faz, e ainda hoje tantas vezes preciso de a ouvir para me ajudar a tomar o caminho!!

 

Afinal as Mães são para isso mesmo, para nos dar os tais empurrões que não resolvem tudo mas nos mostram o caminho a tomar, e melhor ainda, mostrar que nenhum problema fica sem solução enquanto elas existirem!!!

 

E assim ontem foi a minha vez de em segundos, lembrar-me da minha Mãe, imaginar o que faria, e fazer agora eu como Mãe...

 

Para o Fábio quando lhe disse que ele tinha feito mal o trabalho de casa (e disse-o docemente) foi ver os olhinhos dele tristes, incapazes de uma solução... Senti que ficou bloqueado a olhar a folha com os 12 pintainhos todos pintados por ele, da mesma cor, quando anteriormente lhe tinha explicado que teria de agrupar em grupos de 3, e pintar cada grupo de uma cor para identificar os 4 grupos diferentes... Sorri-lhe e disse apenas: "Não te preocupes!!! Vamos já resolver isso!!!" na minha cabeça não parava nenhuma ideia brilhante para resolver, estavam pintados [ponto] não havia nada a fazer dali... Mas depressa lhe disse, "amanhã falamos com a professora, vamos-lhe explicar o que aconteceu, e ela vai dar-te uma folhinha nova, e fazes de novo, e desta vez vais saber fazer  bem!!!"

 

Foi a primeira vez e por segundos que o deixei sozinho a fazer os trabalhos de casa, mea-culpa minha, teria de o assumir e ajudar...

 

E hoje a caminho da escola não se esqueceu de me lembrar para falar com ele à professora!

 

Pois é Fábio, enquanto eu aqui estiver, e puder, serei a tua luz, tal qual tu és a minha, não te preocupes!!!

 

Pela mamã Katya às 14:33
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