Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Os nossos dias juntos!

Já relatei o nascimento do Fábio, falta então relatar os restantes dias ao lado dele, no hospital, o dia de chegada ao novo lar, e os restantes dias...

 

Ainda tenho no meu coração a primeira noite com o meu filho nos braços, dormi com ele na minha cama, não tive coragem de o tirar dos meus braços para o colocar no berçinho frio ao lado da cama! Fiquei então com ele toda a noite ao meu lado, eu não consegui dormir apesar do terrivel cansaço, só sabia olhar o rosto dele, perfeito, lindo, meu, mais do que sempre desejei e pedi...

Confesso que no dia seguinte olhava para as pessoas e as via a andar à minha roda, talvez efeito da epidural e muito também pelo cansaço de todos os dias passados... Mas estava tão, mas tão feliz, recordo também o rosto da minha Mãe ao entrar no meu quarto e olhar o neto pela primeira vez e pegar nele, Mãe foste como sempre quis (chamem-lhe o que quiserem) a primeira a ter o meu filho nos braços, a seguir a mim e ao Pai...

Recordo ainda o meu marido com o filho nos braços, com os olhos rasos de lágrimas, de emoção...

 

Mas nem tudo foram rosas desde que o Fábio nasceu, eu estava exausta, cansada de estar no hospital, queria o sossego, a privacidade, a companhia do meu marido e da minha Mãe ao meu lado, e quando as visitas acabavam, começava o pior momento do dia, a solidão... Chorava, e chorava muito, sentia-me tão triste, tão sózinha, para além das amizades que se ganha com as outras Mães com quem se divide o quarto e experiências, não chegava...

Os dias repetiam-se, o desespero também, o Fábio não tinha uma noite que não se assusta-se com todos os barulhinhos, não se descansa na maternidade, e não falo dos bebés a chorar, que isso é normal, falo de quem anda nos corredores durante a noite a bater com portas, a rir e a falar alto sem deixar bebés e mães descansar!

Como se não bastasse o meu menino ficou amarelinho, teve de fazer luzes durante 24 horas, o que me levou a ficar umas noites extras na maternidade, por ele fiquei, mas sentia-me cada vez pior, tão mal, que não conseguia falar com ninguém, nem médicos nem enfermeiras sem começar a chorar compulsivamente, sentindo-me tão triste e culpada por ser assim...

Dizem ser normal, depressão pós-parto, mas eu não queria, queria antes aproveitar a alegria divina dos primeiros dias do meu filho nos braços, e não consegui, perdi as primeiras horas do meu filho, mas agora melhor quero-as de volta!!!

 

Depois na noite antes do dia da Mãe enquanto o meu filho dormia sobre luzes azuis, eu apenas o sabia admirar, e rezar a Deus para que ele melhora-se, que amanhã a minha prenda poderia ser o regresso a casa, e assim a noite passou, na manhã seguinte o pediatra demora-se para tornar ainda mais torturante a espera para saber se o Fábio, estava bem e se podia ir para casa... Era domingo culpei eu pela demora!! Mas finalmente chega, observa o meu filho, os dados, as análises, os resultados e anuncia, TEM ALTA... Juro-vos que fiz uma força do outro mundo para não me agarrar ao pescoço do pediatra a dar-lhe beijinhos!!! Mas ele deve ter percebido, sorriu para mim e FUGIUUUUU...

 

 

Não conseguia falar por isso em vez de ligar para o marido mandei uma mensagem a dizer:

"Anda buscar-nos!! Vamos para casa!!!"

E eis a resposta fenomenal de quem desejava esse momento tanto quanto eu:

"COMO?"

Liguei-lhe.. "Olha de carro de comboio do que quiseres mas anda buscar-nos!!!!!!"

 

Enfim,

Chegámos a casa, com balões, com a música que sempre cantei ao Fábio na minha barriga, cheguei feliz...

 

Já em casa, nunca um banho me soube tão bem, parece que me libertei de todas as tristezas, na calma, no meu quarto a dar de mamar ao meu filho, a primeira noite a três, ele dormiu bem, e eu, eu já nem sabia o que era dormir ao lado do meu marido, isto pode soar meio preverso, mas tinha saudades do cheiro do meu marido ao meu lado na cama, abraçei-o, dei-lhe muitos beijos e senti o cheiro dele ao meu lado, e assim acabei por finalmente ao fim de 6 dias adormecer novamente nos braços dele...

Enfim, em casa... Os três vamos ser felizes...

 

 

Pela mamã Katya às 14:54
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